O filósofo francês Luc Ferry, 57 anos, escritor de vários best-sellers como “Aprender a Viver”, lançou mais uma obra, no Brasil, intitulada: “Famílias, Amo Vocês”. Como humanista secular ele usa a razão crítica em vez da fé em sua visão de vida em relação ao amor, morte, felicidade e família. Em sua obra ele afirma que “a família é a única coisa que resta de sagrado no mundo” – Rev. Veja, 22 de outubro de 2008, p. 17.
Não caiamos no erro humanista de pensar que podemos educar nossos filhos sem religião e que ainda assim nosso lar será uma instituição sagrada. Também não podemos ser ingênuos de pensar que frequentar uma igreja no final de semana resolve o problema. É importante lembrar que mais do que frequentar uma denominação religiosa precisamos praticar a Palavra com amor e fé no relacionamento diário com a familiar.
Por ter se tornado um contrato humano e não uma aliança com Deus, algumas estatísticas mostram em que situação o casamento chegou ao século 21:
Estados Unidos
- Em 1950 existiam pouco mais de 500 mil casais que viviam juntos nos Estados Unidos. Em 1998, mais de 4 milhões.
- 94% das cenas de sexo apresentadas na televisão envolvem pessoas que não estão casadas.
- Estima-se que depois de dez anos de convivência apenas 25% dos casais parecem ser felizes.
- Cerca de um milhão de divórcios acontecem todos os anos nos Estados Unidos.
- Em 1996, ocorreram cerca de um milhão e trezentos mil abortos.
- De 1980 a 1992, a taxa de suicídios entre adolescentes (de dez a quatorze anos) cresceu 120%.
- 51% de participantes de instituições religiosas, nos Estados Unidos, votaram a favor do casamento entre homossexuais.
Brasil
- 80% dos casais se queixam da falta de intimidade.
- A ausência de diálogo é a principal causa do fracasso.
- De cada 12 casais, após 2 anos de casamento: 6 se separam; 4 se toleram e 2 são felizes.
- A cada ano, 100 mil crianças são obrigadas a encarar o desafio da separação.
- 71% dos alcoólatras enfrentam problemas conjugais.
O nível da família em vários aspectos é determinado pelas crenças e valores dos pais. Esses não podem ignorar a importância fundamental da religião na estruturação espiritual, moral e social dos filhos.
Ex-diretor do FBI apresenta as três causas principais da delinquência juvenil: 1) Televisão; 2) Más companhias; 3) Falta de orientação religiosa no lar.
Por sua vez, Ellen G. White afirma: “A religião é na família um maravilhoso poder.” – O Lar Adventista, p. 94.
Portanto, a grande obra dos pais é alinhar o estilo de vida da família de acordo com os princípios da Bíblia. A Psicologia, a Pedagogia e a Filosofia não têm um plano melhor do que o de Deus para a família. Nenhum especialista, em alguma dessas ciências, é mais sábio do que o próprio Criador. Com certeza, se a Palavra de Deus for devidamente praticada em seu lar haverá amor, fé, sabedoria, fidelidade, perdão, saúde e vitórias. Por isto, a religião pode ser em sua família um maravilhoso poder.
O que dizem as pesquisas sobre os efeitos da religião?
De acordo com dados apresentados pelo Jornal da Ciência (Órgão da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e o Globo, em 8 de abril de 2005 temos as seguintes informações: pessoas religiosas se consideram bem mais felizes e apresentam uma taxa baixa nos índices de suicídio.
Vida social. A religião propicia amizades, sentido de comunidade, melhor percepção do outro, mais empatia e aumenta a disposição e compromisso de fazer algo para ajudar a suprir as necessidades do próximo.
Saúde. Uma pesquisa no Canadá mostrou que, renda, educação, amigos e religião são os fatores que mais beneficiam a saúde. Num estudo de idosos com depressão, os intrinsicamente mais religiosos se recuperaram 70% mais rápido. No Centro Médico da Universidade de Duke, os pacientes que possuíam perspectivas religiosas positivas apresentavam maior estabilidade imunológica, recuperações mais rápidas e melhores. Porém, observou-se que há crenças que ajudam mais que outras, e algumas podem até prejudicar.
Medo da Morte. Diante da morte a tendência natural é que a ansiedade aumente. A religião por meio da fé em Deus ajuda a combater a insegurança e o medo. Pois numa população de idosos incapacitados foi comprovado que a oração diminuía a ansiedade.
Longevidade. As pessoas religiosas realmente vivem mais. K.G. Koenig estudou quatro mil idosos na Carolina do Norte, que foram acompanhados durante mais de seis anos. O risco de morte entre os mais religiosos era 46% menor. Strawbridge acompanhou 5.286 residentes do Condado de Alameda durante 28 anos. O impacto sobre a probabilidade relativa de morte era significativo: os religiosos viviam mais tempo, e morriam 36% menos. Foi comprovado que isso acontece porque a religião motiva as pessoas a melhorar seu casamento e hábitos de saúde como: Abstinência dos vícios, boa alimentação e prática de exercícios físicos.
Ao completar 100 anos, Marge Jetton renovou sua carteira de motorista por mais cinco anos. De acordo com ela própria, o que a mantém viva é a sua fé cristã. Aos 112 anos, Lídia Newton comenta que seu estilo de vida está baseado na Bíblia. Aos 100 anos de idade, Iasu Itoman ainda cultiva sua horta. Entre seus hábitos saudáveis, estão: refeição com a família, soneca à tarde, sentido para viver e momentos de comunhão com Deus.
Portanto, há ampla evidência de que a religião ajuda as pessoas a viverem mais e melhor. Isto confirma a declaração profética de que: “A religião é na família um maravilhoso poder.”
Ibson Roosevelt
Ministério da Família - APlac














